- Acho que te imaginei um dia, quando era criança. Um daqueles impulsos de criatividade sabe? Tentava imaginar como seria uma personagem legal para um conto, da qual eu gostasse. Bem, eu imaginei e fui encontrar anos depois, fora da minha cabeça.
- Tu gosta porque não convive comigo.
- Talvez sim, mas isso minha personagem também tinha. Gênio forte e segredos que só eu conhecia. Mas nem por isso deixava de ser ela.
- Que amor essa tua cabecinha.
- Funciona de uma forma meio estranha, mas funciona. Então, ainda bem que tu existe, que não é fruto da minha imaginação. Ainda bem que não é minha e que não posso te controlar, pois eu estragaria tudo!
- Assim eu estrago tudo sozinha!
- Faça isso. Por favor, não deixe tudo normal, bagunce tudo mesmo. Se não tudo perde a graça. Eu também faço isso, mas da minha maneira, que é meio quadrada mesmo.